Teste

Teste 5

24 fevereiro 2014

Vascaíno por 90 minutos...


Gosto de futebol. Acompanho jogos de estaduais, Copa do Brasil e Brasileirão. No entanto, não torço pra nenhum time.

Dizem que “uma vez Flamengo, sempre Flamengo”. Mas eu fui flamenguista e deixei de torcer pelo rubro-negro carioca.

Depois torci pelo Fluminense, Cruzeiro e Internacional. Mas nenhum me cativou até hoje. Não se engane. Eu realmente gosto de futebol.

O último time de futebol pelo qual torci, foi o Vasco. Na realidade, me forçaram a vibrar por ele.

Fui convidado para assistir a um jogo do ‘Gigante da Colina’  no bar do Vasco, estabelecimento que a cada dia (de jogo) ganha mais espaço em Macapá.

Não recusei. Porém, comecei mal.

O meu primeiro erro foi ir de camisa rosa assistir um jogo de futebol. Se fosse uma partida com o São Paulo,  até que estaria a caráter.

Ao entrar no bar, fui encarado.

Não me amedrontei. Tufei o peito, encarei os marmanjos, cocei o saco e... sentei na primeira cadeira que vi a minha frente.

O jogo do Vasco era contra o Botafogo, time do Rio de Janeiro pelo qual mais me simpatizo.

O juiz apitou o início do jogo e iniciou a tensão no bar.

Sempre falam que o vascaíno gosta de sofrer. Na verdade, ele precisa sofrer. Caso contrário parece que não tem emoção, literalmente.

O jogo estava morno. Era só chutão e jogadas aéreas. Partida chata mesmo.

A cada chute era uma surpresa (ou decepção). Um passe errado, uma decepção. A bola da trave? Ah, pro vascaíno ela alterava o placar.

Os vascaínos olhavam um ao outro. O tempo não passava.

Aos 25 minutos do primeiro tempo, fui perguntado o que estava achando do jogo. Usei os comentários clichês do Júnior, Falcão e Casagrande. “O jogo está no meio de campo, a bola não chega ao atacante e o principal jogador do time está meio apagado. Futebol é imposição. Quem se opõe, vence”.

O gol parecia estar perto. O Vasco chegava, mas não colocava a bola pra dentro.

O Botafogo também chegou. Ainda mais perto do gol que o Vasco. Eu esbocei uma reação. Mas fui mal encarado.

Fim do primeiro tempo...

No início do segundo tempo, todos voltaram a atenção novamente para frente da TV.

A TV, aliás desligou.

Ela apagou no momento em que o Vasco atacava. Foram três minutos de tensão acima da média.

Depois que o sinal da TV retornou, estava passando o comercial do guaraná Dolly. Ele tinha duração de 30 segundos e repetiu por duas vezes.

O controle remoto estava nas mãos do dono do bar. Mas ele não trocava de canal e continuava assistindo o “Dolly. Dolly, guaraná Dolly. Dolly, o guaraná. O sabor brasileiro” com aquele boneco ridículo, que pareceria mais o pênis falante do incrível Huck ‘encapado’ com um preservativo verde, sabor menta.

Na volta ao canal onde estava passando o jogo, nada havia mudado. O jogo continuava truncado. A bola não entrava e o vascaíno sofria.

Próximo do fim, a bola entrou. Os vascaínos comemoraram como se aquele pênalti do Edmundo no Mundial de 2000 tivesse entrado.

No momento do gol, eu esqueci de gritar junto com os manos e sem querer vibrei com um contra-ataque do Fogão. Foi sem querer. Mas pegou mal para um cara de camisa rosa em meio a vascaínos eufóricos a espera de um segundo gol e tensos, torcendo para que o Botafogo não fizesse o primeiro.


No fim de tudo, o juiz apitou o término de jogo. Foram só mais três pontos pro Vasco na tabela. No entanto, a sensação de assistir uma partida no bar do Vasco valeu mais que pontos. Foi uma experiência legal e inesquecível. Quero repetir.

Abinoan Santiago
@abinoanAP

31 julho 2013

Ao lado dele (a)



Sempre tive uma espécie de ‘fetiche jornalístico’: entrevistar uma prostituta. Não consegui. Porém, creio que fui mais além. Passei uma manhã ao lado de Kerrisson Marques, 23 anos, também conhecido como “Janete Chiclete”, nas noites da zona Norte de Macapá, capital do Amapá.

Foi difícil convencer Janete Chiclete a conceder algumas horas de sua manhã para esse singelo repórter, pois após trabalhar intensamente durante a noite, ela adormece ao raiar do Sol, ou como a própria gosta de falar: “descansa a beleza da cinderela”.

Ao ser indagada sobre o motivo que a fez ter esse apelido, Janete respondeu que se deve aos seus serviços. “A pessoa experimenta uma vez e quer de novo, mas acaba se tornando um grude. Igual um chiclete, sabe?”, exemplificou.

Janete é um pouco assanhada. Quando disse que iria indaga-la, abriu um sorriso maroto no canto da boca e soltou a pérola: “Engasgar? Adoooooro”. Eu retruquei com muito profissionalismo - nunca antes visto na história deste país, como diria o ex-presidente Lula-, e com voz de trovão afirmei que ela “havia escutado errado”.

Janete Chiclete não gosta de ser chamada pelo nome de batismo – Kerrisson Marques de Oliveira Souza -. Perguntado se possuía vontade de mudar de nome, na certidão de nascimento, abaixou a cabeça e disse de forma resumida que “sim”. Janete Albuqerque de Raio Laser Sussuarana de Alcântara Galvão seria o novo.

Apesar do nome imponente, o que me chamou foi atenção foi a forma como Janete respondeu. Ela falou de forma pensativa. A maneira como agiu tem a ver com algo que atinge não apenas Janete, mas todos que decidiram não aceitar o gênero dado pelo destino. O preconceito, que ainda impera em várias esferas da sociedade também colocou a entrevistada como vítima. No caso, dela, começou dentro de casa.

De acordo com Janete, há vontade de mudar o nome, porém, com a permanência dos sobrenomes de família. “Ela [família] não aceita. Mas eu sou assim desde criança. Não vou colocar o nome dos meus familiares em respeito”, declarou.

Atualmente, com 23 anos, Janete foi expulsa de casa aos 17. Motivo: preconceito com jeito afeminado do garotão jogador de voleibol, de 1,83 cm. Mas “bola pra frente”, como diz Janete.

Para entrevista-la, eu não tive muito esforço. Janete estudou comigo quando ainda a chamávamos de Kerrisson. Ele era um ótimo jogador de vôlei, um levantador de muito talento. No entanto, ao acabarmos o nosso ensino médio, cada um tomou o seu rumo e foi viver a sua vida.

Certo dia, ou nesse caso, certa noite, ao sair de uma comemoração com amigos, caminhando em direção a minha residência, quem eu encontrei na esquina do Terminal Rodoviário de Macapá? Ele, o Kerrisson. Só o reconheci porque não estava travestido naquela noite. Na entrevista soube que foi por conta da noite anterior, que nas palavras dele “deu trabalho”.

Marcamos o dia e hora para a entrevista. Quando cheguei a casa dela, Janete não havia chegado. Com 10, 20, 30 minutos... Já com a paciência quase esgotada de tanto esperar, a vi subindo a ladeira naquele calor terrível de 10h da manhã. Mas sem perder a pose, Janete Chiclete estava vestida igual a um homem comum. “E aí moleque?”, perguntou a mim.

Entramos, e em sua casa, logo reparei nas fotos do Bob Esponja; almofadas em formatos de coração; uma playboy e ao lado da revista; uma outra: a G Magazine do Alexandre Frota.
Ao chegar ao quarto, confirmei a preferência de Kerrisson. Ele gosta de homens. Um pôster enorme do Vampeta – ex-jogador de futebol -, com o mastro levantado estava na porta do guarda roupa.

Saí correndo do quarto e fui para a cozinha – o lugar que mais gosto em qualquer casa -. Lá, nada demais. Apenas uma geladeira cheia de imãs, fogão, pia, panelas, armários, enfim... Uma cozinha normal.

Após terminar de arrumar as louças, Janete e eu fomos finalmente ao que combinamos dias antes: conversar. Sim. Pensavas o quê? Abaixo um trecho da entrevista com o Kerrisson, ou Janete, se assim achar melhor.

Comecei com a pergunta – Por que você decidiu ser assim?
Janete – Eu sempre fui desse jeito. Eu acredito que nasci mulher em corpo de homem. Durante o dia, eu me visto normalmente, mas à noite me transformo e viro a Janete Sussuarana de Alcântara Galvão, ou Janete Chiclete (Risos).

Sua família aceitou na boa?
(Risos). Não. Quem me dera. Seu eu pudesse, viveria com eles. Mas a opinião deles sobre essa minha opção é muito forte. Meu pai sempre diz que homem é para ser homem, e mulher tem que ser mulher.

Mas isso faz alguma diferença para você?
Muita. Se eu pudesse eu veria meus familiares todos os dias. Mas como nem tudo na vida é como a gente quer, tenho que me  conformar com o inconformismo deles. Saí de casa aos 17 anos, sem eira e nem beira, e mesmo até hoje sem saber se eles realmente se preocupam comigo, eu tenho vontade enorme de abraça-los, como se fosse a primeira vez. Afinal, mãe e pai são únicos e devemos respeitá-los.

Mas respeitá-los não seria viver como eles querem?
Lógico que não, baby. Apesar de na época eles me sustentarem, isso não era motivo para impor o que deveria ou não fazer. O ser humano é livre, leve, e solto para dar o c* quando bem entender, sacas? Eu respeito. Mas da minha maneira. Tomo benção, ou melhor, tomava; não os xingo; nem desejo mal a eles.


Apesar de não ter sacado a parte de “dar o c* quando bem entender”, a conversa rolou até a interrupção de um telefonema. Era o namorado de Janete. Sem alongar muito a conversa com ele, desligou o telefone e pediu para encerrarmos a entrevista. O motivo até hoje eu não sei. Mas creio que foi ciúme.


Naoniba Sans



25 fevereiro 2013

Marido descobre traição pelo "check-in" do Facebook


Uma pesquisa apontou que um terço dos divórcios, na Grã Bretanha, tem relação com a rede social "Facebook". No Brasil, um caso interessante ocorreu na última semana. Em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, um casal se divorciou após o marido ter descoberto que sua esposa havia feito "check-in" no facebook, em um motel, no horário que ela deveria estar trabalhando.

Coisas que só vemos em Macapá


Zapeando nas redes sociais vi essa foto. Os rapazes decidiram levar a bicicleta no ônibus. Isso mesmo. Com o coletivo estupidamente lotado, a luz da ideia veio a tona, e nem se importaram com quem estava nele. Não sei o final da história, no entanto valeu o registro de mais uma da coisas que só vemos em Macapá.

Abinoan Santiago
@abinoanAP

29 janeiro 2013

Trinta e duas casas noturnas em Macapá possuem alvarás vencidos



Abinoan Santiago
@abinoanAP
A Prefeitura de Macapá através da Coordenação de Arrecadação, Tributação e Fiscalização (CATF), prometeu fiscalizar bares, boates e casas de shows no próximo fim de semana. A ação te objetivo de verificar se os locais possuem alvarás de funcionamento.

28 janeiro 2013

Macapá 255 anos: Jovens de periferias participam do projeto "Comunicação Popular"



A Prefeitura Municipal de Macapá (PMM) realizou no sábado, 26, e domingo, 27, o projeto “Comunicação Popular”. A ação, executada pela Coordenadoria Municipal de Comunicação, consistiu em oficinas de Audiovisual e Fotografia ministradas, simultaneamente, nos bairros Novo Horizonte e Nova Esperança. Ao todo, 40 pessoas participaram da capacitação.

Amapá é segundo que mais emite cheques sem fundos no Brasil



Abinoan Santiago
@abinoanAP
Os consumidores dos estados de Roraima e Amapá ficaram no topo do ranking das unidades federativas com os maiores índices de inadimplência com cheques, em 2012. Os dados são do Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos.

27 janeiro 2013

Tragédia de Santa Maria em imagens




Abinoan Santiago*
@abinoanAP
Duzentas e quarenta e cinco pessoas morreram em uma boate na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, na madrugada deste domingo. O fogo começou por volta de 2h.
48 pessoas estão hospitalizadas em estado grave.

25 janeiro 2013

Programação cultural para o aniversário de 255 anos de Macapá é definida


Macapá comemora 255 anos. Crédito: Asscom/PMM
Com o tema “Macapá, nós vamos cuidar de você”, a Prefeitura de Macapá, em parceria com o Governo do Estado e a Confraria Tucuju, apresenta à comunidade a programação cultural do aniversário de 255 anos da cidade.

Prefeitura encontra irregularidades em contrato com a Clean



Contrato de emergência firmado entre a PMM e Clean expirou em dezembro de 2012 e foi renovado no mesmo ano
Canal Mendonça Jr. Crédito: MÁRCIA DO CARMO

Em uma análise preliminar no contrato firmado em dezembro do ano passado, entre a Prefeitura Municipal de Macapá (PMM) e a Clean Gestão Ambiental (empresa responsável pela manutenção da cidade) algumas inconsistências foram verificadas.

23 janeiro 2013

Reitor da Unifap se descontrola em rede social e chama acadêmico de idiota



Clique na imagem para ampliar
Clique na imagem para ampliar e visualizar o descontrole do reitor.
Abinoan Santiago
@abinoanAP
Minha doce avó sempre me disse que educação vem de casa, e por isso ensinou os netos a respeitar a opinião do próximo. Com esse ensinamento, começo a falar do reitor da Universidade Federal do Amapá (Unifap), José Carlos Tavares, que parece não ter aprendido isso durante a sua vida. Ao ser questionado em uma rede social sobre a sua atuação na instituição, se descontrolou e chamou o acadêmico de idiota.

Definida a programação para o aniversário da cidade



Já foi definido os detalhes da festa dos 255 anos de Macapá. As comemorações iniciam no dia 31 de janeiro e culminarão no dia 4 de fevereiro, com a programação da Confraria Tucuju. Cortejo artístico, corte do bolo, missa, shows culturais, exposições, Marabaixo, almoço e atividades esportivas estão previstos para os cinco dias de homenagens.
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